PORQUÊ UMA NEWSLETTER DE ESCOLA?
Há um certo heroísmo
discreto nas newsletters escolares. Não fazem barulho, não pedem aplausos ou
prémios e, no entanto, persistem, mês após mês, como aquelas pessoas que levam
bolo para a festa sem nunca dizerem que foi difícil fazê-lo. A newsletter é, no
fundo, a prova escrita e fotográfica de que numa escola acontece muito mais do
que o currículo formal, testes e reuniões de avaliação. Há performances numa
sexta-feira chuvosa, há diversos clubes que resistem heroicamente à tentação do
telemóvel (outros, que o utilizam de uma forma pedagógica e didática), há
experiências científicas que dão histórias excelentes, há alunos “inspirados”
que ganham concursos — e tudo isso merece ser divulgado para além da memória
seletiva de quem lá esteve.
As escolas têm um pulsar cultural
próprio, às vezes caótico, frequentemente entusiasmado, sempre surpreendente. E
como qualquer pulsar, precisa de ser sentido para ser compreendido. A
newsletter cumpre esse papel com uma elegância modesta: recolhe o que aconteceu,
organiza o entusiasmo, dá dignidade tipográfica ao que poderia perder-se no
esquecimento. É uma espécie de álbum de família institucional, onde nem todos
poderão ficar particularmente bem na fotografia, mas todos ficam genuínos.
Talvez seja por isso que, quando
uma escola tem uma newsletter como esta, percebemos
imediatamente que ali se pensa, se experimenta, se falha com convicção e se
tenta outra vez. Uma newsletter não é apenas um boletim: é uma declaração de
vitalidade. E, convenhamos, há poucas coisas mais reconfortantes do que saber
que uma comunidade continua suficientemente curiosa para querer contar o que
anda a fazer.









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